Desde sua fundação, a Organização Universitária Interamericana desejou associar ao Instituto de Gestão e Liderança Universitárias (IGLU), que centraria suas atividades nos dirigentes e gestionários de universidades, um organismo que se consagrasse à promoção de atividades acadêmicas interamericanas em prol dos professores-pesquisadores e dos estudantes. Dois projetos ao menos foram elaborados nos anos 80 e 90, sob a autoridade do presidente fundador da OUI, Gilles Boulet.
Diante dos desafios cada vez mais urgentes surgidos do processo de integração das Américas, os membros da OUI aprovaram, em novembro de 1995, no Congresso bienal de Viña del Mar, Chile, o princípio da criação de tal organismo chamado o Colégio das Américas (COLAM).
Nos dois anos seguintes, um estudo de viabilidade deste terceiro projeto foi realizada graças a uma subvenção de CDN$ 250.000 da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (ACDI) e às contribuições dos governos do Chile, do México, do Brasil e do Quebec.
Em novembro de 1997, por ocasião do X Congresso bienal, em Salvador, Brasil, o relatório final do estudo foi submetido aos membros e o Colégio das Américas oficialmente criado (ver a Declaração de Salvador).
Entre 1998 e 2002, os membros da OUI contribuíram voluntariamente ao Fundo de Desenvolvimento do COLAM por cerca de CDN$ 482.000.
O Colégio das Américas (COLAM) é portanto um programa da OUI que tem por objetivo geral favorecer a cooperação entre as universidades do continente americano através da criação de redes de formação e pesquisa, cuja meta é apoiar a integração e o desenvolvimento das sociedades nacionais, de acordo com os princípios de eqüidade, qualidade, pertinência e eficácia aceitos pelos países das Américas.
De maneira mais específica, o COLAM procura:
a) Contribuir à implementação ou melhoria de programas de estudos de interesse hemisférico através da criação de redes;
b) Facilitar a pesquisa sobre a integração continental;
c) Favorecer a compreensão intercultural;
d) Promover a democracia como forma de vida;
e) Apoiar a cooperação entre as universidades e a sociedade civil;
f) Colaborar à modernização das administrações públicas.
Até agora, o COLAM deu a prioridade à:
Uma avaliação externa (2005) veio confirmar a qualidade e pertinência de suas atividades (ver o documento em espanhol Seguimiento de Resultados y Actividades). O avaliador terminou seu relatório com o seguinte testemunho: « (…) O COLAM demostrou sua capacidade de coordenar esforços e ações vindos de diferentes universidades e a fez a prova de suas competências para desenvolver redes de universidades sobre certos temas específicos ».